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Gilberto Gil em Concerto no Teatro Santa Roza, João Pessoa

Foto/Divulgação.

De março de 2025 a março de 2026, Gilberto Gil fez sua última grande turnê. Foram cerca de 30 shows vistos ao vivo por quase 1 milhão de pessoas.

Foi uma despedida nos moldes de uma grande turnê, mas Gil segue em atividade. Agora mesmo, nesse início de abril, fez concertos em cidades da Europa.

Na coluna desta terça-feira, 14 de abril de 2026, quero resgatar histórias da presença de Gilberto Gil em João Pessoa e revelar um sonho que tenho.

Gil se apresentou pela primeira vez em João Pessoa em 1967. Tinha só um disco lançado – Louvação – e fazia temporada no recifense Teatro Popular do Nordeste.

A banda que acompanhou Gilberto Gil foi formada por músicos que atuavam no Recife, e o show, visto por um público pequeno, foi no Teatro Santa Roza.

Alguns meses se passaram, veio o festival de Domingo no Parque, seguido pelo início do movimento tropicalista, e Gil conquistou dimensão nacional.

No final de 1968, Gilberto Gil e Caetano Veloso foram presos pelo regime militar. Soltos em fevereiro de 1969, ficaram confinados em Salvador antes do exílio em Londres.

Foto/Reprodução.

Gil só voltou a se apresentar em João Pessoa em abril de 1975. Viajava pelo Brasil com dois músicos e se preparava para gravar o álbum Refazenda.

Novamente, cantou no Teatro Santa Roza. Fez duas noites com a casa cheia. Vi os dois shows e estive pessoalmente com Gil pela primeira vez.

Antes do show, perguntei pelo conjunto (ainda não dizíamos banda) que o acompanhava, e ele disse que formara um trio inspirado no Jimi Hendrix Experience.

Em 1976, Gilberto Gil voltou a João Pessoa. Era a turnê do álbum Refazenda. Ao trio do ano anterior, Gil acrescentou a sanfona de Dominguinhos.

Mais uma vez, o teatro escolhido foi o Santa Roza. Duas noites com a plateia lotada no mesmo ano da turnê Doces Bárbaros, que reunia Gil, Caetano, Gal e Bethânia.

Em 1977, Gilberto Gil esteve em João Pessoa pela quarta vez. Novamente, num Teatro Santa Roza lotado para três noites da turnê do álbum Refavela.

Dos oito shows que Gil fez no Teatro Santa Roza, entre 1967 e 1977, vi sete. Só não vi o primeiro, o de 1967, porque eu era uma criança de apenas oito anos.

Foram noites absolutamente inesquecíveis aquelas do Santa Roza, que coloco entre as melhores quando penso nas dezenas de vezes em que vi Gil ao vivo.

O Santa Roza é lindo, comporta menos de 500 pessoas, e Gil, numa dessas noites, disse que o nosso teatro lembra muito as embarcações do Rio Mississipi.

Tenho um sonho. Que Gilberto Gil volte a João Pessoa para cantar no Teatro Santa Roza. Poderia ser com uma pequena banda (cinco integrantes), como acabou de fazer na breve turnê pela Europa, ou num formato ainda mais simples, o de voz e violão.

Em novembro de 2025, nos bastidores da turnê Tempo Rei, em sua passagem pelo Recife, disse a Gil que tenho esse sonho, e ele pareceu gostar da ideia.

Gilberto Gil em Concerto no Teatro Santa Roza. Já pensaram com seria sensacional? Por enquanto, é somente um sonho. Mas sonhos se tornam realidade.