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população de Pedras de Fogo, Esperança e Conde precisa viajar para atendimento especializado em saúde

Hospital inacabado há 22 anos

No corredores do prédio com aspecto abandonado, silêncio. Do lado de fora na comunidade ao redor, revolta.

Se eu for contar os prefeitos que já entraram e saíram e até agora nada, se eu for fazer a conta, acho que o caderno, de cima a baixo, vai encher. Entra prefeito, sai prefeito, entra deputado, sai deputado, e nada. Cadê o hospital? Cadê o socorro? Não tem, tem que ir para João Pessoa”, diz a dona de casa Josefa Maria da Conceição.

Pedras de Fogo fica no Litoral Sul da Paraíba, há 50 quilômetros da capital João Pessoa. O hospital do município começou a ser construído em 2001, pelo Governo do Estado. Em 2002, a obra foi municipalizada.

Boa parte da estrutura, nos 2,7 mil metros quadrados da construção, ficou pronta pouco tempo depois, mas parou aí. Dezenas de salas que deveriam ser consultórios para atendimento da população estão abandonadas. Anualmente, milhares de pessoas que poderiam ser atendidas na unidade estão tendo que viajar para Itabaiana ou para João Pessoa.

O hospital foi pensado para beneficiar 100 mil pessoas de Pedras de Fogo, Pitimbu, Juripiranga, Pilar e São Miguel de Taipu. O tamanho da construção é impressionante e a estrutura é bem feita. Porém, após duas décadas de abandono, o local já sofre com os efeitos do tempo: infiltrações e rachaduras são recorrentes nas paredes, piso e teto. Equipamentos ainda na caixa estão abandonados nos corredores, muitos enferrujados ou quebrados. Já a estrutura elétrica, que havia ficado pronta, foi furtada.

É um sentimento de frustração, porque a cidade tá crescendo, evoluindo, e foi muito dinheiro investido aqui. Dinheiro que vem do nosso bolso”, contou a também dona de casa Nataly Alexandre.

Até 2017, foram investidos quase R$ 1,5 milhões na construção. Em 2019, o Ministério Público da Paraíba abriu um inquérito para cobrar uma solução.

“Nós estamos nesse procedimento para ver se o município recoloca o serviço para funcionar. Nós estamos fazendo um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para que ele realmente conclua este hospital, e nós vamos dar um ano e dois meses para terminar”, explicou o promotor de Justiça Marinho Mendes.

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