PB INFORMA

Notícias da Paraíba e Nordeste, futebol ao vivo, jogos, Copa do Nordeste

Noticias

Em debate sobre escala 6×1, Galdino chama Flávio Bolsonaro de “Papangu” e pede reeleição de Lula

Adriano Galdoino. Reprodução/TV Assembleia

O presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), deputado Adriano Galdino, atacou o senador Flávio Bolsonaro (PL) em discurso nesta quinta-feira (07), em audiência pública sobre o fim da Escala 6 por 1. Ele também criticou pesquisas eleitorais e pediu votos para o presidente Lula (PT) nas eleições de outubro.

O parlamentar foi um dos últimos a discursar no evento, organizado conjuntamente com a Câmara dos Deputados, no âmbito do programa “Câmara Pelo Brasil”. Além dos parlamentares envolvidos diretamente na discussão da matéria, participaram do debate representantes de trabalhadores e do setor produtivo.

Ao discursar, o presidente da Assembleia defendeu a diminuição da escala e ressaltou a importância de ouvir trabalhadores e o setor produtivo. Em seguida, criticou o “sistema financeiro” do país, os juros altos e os “banqueiros”. Depois, Galdino adotou um tom político-eleitoral no discurso.

“Hoje, Lula é o maior líder do mundo”, disse. “É o sistema financeiro que cria discursos falsos, mentirosos, e cria também pesquisas mentirosas. Ora, tem cabimento um líder como Lula empatar com aquele Papangu que está aí, que passou um bocado de tempo no Senado e não fez nada pelo país?”, questionou.

Ao finalizar o discurso, o presidente da Assembleia estimulou o voto no presidente Lula. “Outubro vai chegar e vamos dizer sim ao trabalhador, votando em Lula presidente do Brasil”, acrescentou.

Representantes do PL, partido de Flávio, não haviam se manifestado até a publicação da reportagem.

Audiência pública

Antes do discurso de Galdino, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos), criticou “pessimistas” que buscam atrasar a análise do fim da escala 6×1. Primeira reunião externa para discutir proposta foi realizada nesta quinta-feira (7), em João Pessoa.

Ao ser questionado sobre os impactos para a economia, o deputado paraibano citou a repercussão em outras pautas sobre direitos trabalhistas no decorrer da história. Ele também negou que a aprovação da mudança tenha viés eleitoreiro.

O presidente da Câmara dos Deputados garantiu que todos os setores envolvidos serão ouvidos durante as discussões sobre a proposta, para entender as necessidades de cada um. E acrescentou que espera que o texto seja aprovado ainda no mês de maio.