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Ato pela democracia reúne manifestantes no Busto de Tamandaré, em João Pessoa

8 de janeiro: ato pela democracia reúne manifestantes no Busto de Tamandaré, em João Pessoa – Foto: Rafaela Gambarra/Arquivo Pessoal.

Manifestantes se reúnem para um ato pela democracia no Busto de Tamandaré, em João Pessoa, na tarde desta quinta-feira (8), em alusão aos ataques aos ataques às sedes dos Três Poderes em Brasília no dia 8 de janeiro, há 3 anos.

O grupo se concentrou no Busto de Tamandaré, em Tambaú, por volta das 16h e depois saiu em caminhada. A manifestação contou com a participação de movimentos sociais, de partidos políticos e de pessoas da sociedade civil.

Foco das manifestações, as invasões de 2023, milhares de vândalos invadiram e depredaram os palácios do Planalto, do Congresso e do STF. À época, o Ministério Público Federal (MPF) calculou que os custos com o vandalismo ultrapassam R$ 25 milhões — a maior parte no Supremo.

Ao todo, 1.354 ações foram abertas no Supremo Tribunal Federal contra acusados de envolvimento com o ataque e diversas pessoas foram condenadas pelos crimes.

Na manifestação, foram avistadas bandeiras, inclusive, da Venezuela, que teve o então ditador do país, Nicolás Maduro, preso pelo governo dos Estados Unidos, em uma operação militar realizada no último sábado (3).

Ato em Campina Grande

8 de janeiro: ato pela democracia reúne manifestantes no Busto de Tamandaré, em João Pessoa – Foto: Geraldo Jerônimo/TV Paraíba.

Em Campina Grande, no Agreste da Paraíba, outro ato em defesa da democracia foi registrado. Na cidade, a concentração aconteceu na Praça da Bandeira, às 16h, e a marcha começou uma hora depois, às 17h.

Na manifestação, bandeiras do Brasil, de partidos políticos e de movimentos sindicais.

8 de janeiro e a trama golpista

As denúncias da Procuradoria-Geral da República (PRG) ao STF contra as pessoas que participaram das invasões apontou crimes como:

  • organização criminosa;
  • golpe de Estado;
  • abolição violenta do Estado Democrático de Direito;
  • dano ao patrimônio.

Segundo levantamento do gabinete do ministro Alexandre de Moraes, 1.399 réus já foram responsabilizados pelo STF. Desses, 179 estão presos no momento.

Em fevereiro, o Supremo volta do recesso e retoma o julgamento de processos — entre eles, dos réus envolvidos nos atos golpistas.

Ainda tramitam no tribunal 346 ações penais, em fase final.

Além disso, há 98 denúncias oferecidas pela Procuradoria-Geral da República na etapa de defesa prévia – a maioria delas envolve os financiadores das ações ilegais.

Os casos voltam a andar e podem levar a novos processos.

A Corte já determinou 810 condenações de acusados de participação nos crimes. Por outro lado, deu aval a 564 acordos de não-persecução penal.

Esses acordos são fechados entre o Ministério Público e os investigados, que se comprometem a reparar danos e a cumprir medidas restritivas para evitar a prisão.

Eles já renderam mais de R$ 3 milhões para o ressarcimento de prejuízos causados pela destruição.

Além dos casos de acusados de participação direta nas ações de 8 de janeiro, o Supremo analisa as ações penais da chamada trama golpista — os réus que participaram da organização criminosa que atuou pela ruptura democrática.

Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), as ações deste grupo têm ligação direta com o 8 de janeiro.

Quatro ações penais foram julgadas no ano passado, resultando em 29 condenações. Dois réus foram absolvidos.

O processo contra o núcleo crucial já foi encerrado. Com isso, sete réus já cumprem a pena, entre eles o ex-presidente Jair Bolsonaro. Três ações penais ainda devem se desdobrar para a fase de recursos.