PB INFORMA

Notícias da Paraíba e Nordeste, futebol ao vivo, jogos, Copa do Nordeste

Noticias

veja acertos e erros nas falas do candidato ao governo da Paraíba

O candidato ao governo da Paraíba, Lucas Ribeiro (Partido Progressistas), foi entrevistado nesta quarta-feira (16) no telejornal JPB1, das TVs Cabo Branco e Paraíba.

Durante a entrevista, o candidato fez declarações sobre temas como educação, saúde, segurança pública e a relação do governo com instituições estaduais, além de mencionar dados e informações sobre convocação de concursados da Educação, implantação de unidades das Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs), os repasses à Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), orçamento gasto com saúde e a ampliação de serviços de saúde no Hospital São Vicente de Paulo, em João Pessoa.

As equipes do Jornal da Paraíba e do Núcleo de Dados da Rede Paraíba analisaram algumas das declarações feitas pelo candidato e consultaram documentos, dados oficiais e outras fontes públicas para verificar as informações apresentadas durante a entrevista.

A apuração encontrou acertos, erros e informações que precisaram de contextualização nas falas do candidato. As declarações foram classificadas de acordo com as informações encontradas pela reportagem durante a checagem.

Para classificar as declarações, o Jornal da Paraíba utilizou três etiquetas.

  • “A INFORMAÇÃO É VERDADEIRA” é usada quando os dados e informações apresentados pelo candidato são confirmados pela apuração;
  • “A INFORMAÇÃO É FALSA” é aplicada quando a declaração é contrariada por dados, documentos ou informações verificadas pela reportagem;
  • “A INFORMAÇÃO NÃO É BEM ASSIM” é utilizada quando a fala apresenta informações corretas, mas fora de contexto, incompletas ou que precisam de esclarecimentos adicionais para uma compreensão mais precisa do tema.

A assessoria de Lucas Ribeiro também foi procurada pelo Jornal da Paraíba e recebeu as informações levantadas pela reportagem, com espaço para apresentar esclarecimentos ou contestar as conclusões da checagem.

A assessoria do candidato enviou posicionamento sobre as declarações para as quais a reportagem solicitou manifestação. As respostas estão apresentadas nos respectivos tópicos de cada fala checada.

Confira abaixo as declarações de Lucas Ribeiro que foram checadas pelo Jornal da Paraíba:

“É, foi por esse concurso [da Polícia Civil], por conta dele, que nós conseguimos ampliar a rede de delegacias especializadas no atendimento à mulher. Hoje temos a maior rede do Nordeste, 24 espalhadas pelo estado.”

Lucas Ribeiro, candidato ao governo da Paraíba pelo Progressistas, em entrevista ao JPB1, no dia 15 de setembro de 2026.

A INFORMAÇÃO É VERDADEIRA

O QUE DIZ A CHECAGEM

A informação é verdadeira porque, de acordo com a Coordenadora das Delegacias da Mulher na Paraíba, Sileide Azevedo, o estado conta hoje com 24 delegacias especializadas de atendimento à mulher, distribuídas em cidades como João Pessoa, Cabedelo, Campina Grande, Bayeux e Santa Rita.

Em março de 2026, a rede de delegacias tinha 21 unidades. Naquele mês foram criadas mais três, em Princesa Isabel, Itabaiana e Sapé, levando ao total de 24, assim como dito pelo candidato, o que torna o recorte verdadeiro.

Apesar de existir no estado o maior número de delegacias da região Nordeste, no Maranhão, que fica em segundo lugar no número de delegacias, com 22, os maranhenses contam com 15 Núcleos Especializados de Atendimento à Mulher, implantados em parceria com os municípios onde não há delegacias especializadas. Os dados foram consultados na Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP) e são referentes ao último levantamento, realizado em junho de 2026.

Na Paraíba, não existem mais esses núcleos, segundo informado pela Coordenadoria das Delegacias da Mulher no estado. Os que existiam nas cidades de Esperança e Queimadas, no Agreste do estado, foram transformados em Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher.

Confira abaixo a lista com a quantidade de delegacias especializadas em atendimento à mulher no Nordeste por estado:

  • Paraíba – 24 delegacias
  • Maranhão – 22
  • Bahia – 15
  • Pernambuco – 15
  • Ceará – 15
  • Rio Grande do Norte – 15
  • Piauí – 13
  • Alagoas – 3

Sergipe – Aracaju possui 1 DEAM propriamente dita, mas o estado também mantém DAGVs – Delegacias de Atendimento à Mulher e Demais Grupos Vulneráveis em diversos municípios. A própria Polícia Civil lista essas unidades, por exemplo, em Nossa Senhora do Socorro, São Cristóvão e outras localidades.

Para o Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), de forma mais ampla, o conceito de “rede” vai além das delegacias: existe toda uma estrutura de atendimento, enfrentamento e proteção às mulheres, que é formada por diferentes órgãos e serviços que atuam de maneira integrada. Fazem parte dessa estrutura as Delegacias da Mulher, Centros de Referência, Varas Especializadas, Núcleo de Medidas Protetivas, Patrulha e Ronda Maria da Penha, além de outras iniciativas do poder público e da sociedade civil. Consultada sobre o assunto, a coordenadora da Mulher do TJPB, Graziela Queiroga, informou que esse conceito de rede considerado pelo TJPB atua tanto no atendimento às vítimas quanto na prevenção da violência contra as mulheres.

Como o candidato se referiu à rede de delegacias, a declaração recebe a etiqueta de “verdadeira”.

“Imagine você tirar no meio do ano letivo, às vésperas do ENEM, 1000 professores para colocar os concursados. A gente tá fazendo isso, já chamamos 1250 e vamos chamar o restante agora em novembro, cumprindo a lei.”

Lucas Ribeiro, candidato ao governo da Paraíba pelo Partido Progressistas (PP), em entrevista ao JPB1, no dia 16 de setembro de 2026.

A INFORMAÇÃO É VERDADEIRA

O QUE DIZ A CHECAGEM

A afirmação do candidato é verdadeira. O concurso público da Secretaria de Estado da Educação ofereceu 2 mil vagas para o cargo de professor de Educação Básica IV, distribuídas entre diferentes disciplinas e regiões de ensino da Paraíba.

A primeira convocação de aprovados no concurso público foi publicada em 10 de fevereiro de 2026, no Diário Oficial do Estado da Paraíba (DOE-PB). Na ocasião, 1 mil candidatos foram convocados para assumir cargos de professor da educação básica.

Em 27 de junho de 2026, o Estado publicou um novo edital de convocação. O documento estabeleceu que, nesta etapa, 250 candidatos seriam convocados, obedecendo à ordem de classificação do concurso, conforme o resultado final publicado no Diário Oficial do Estado em 7 de novembro de 2025. A nomeação dos candidatos desta etapa aconteceu, logo em seguida, no dia 15 de julho de 2026.

Com isso, considerando os 1 mil candidatos chamados na primeira convocação e os 250 da etapa seguinte, os documentos oficiais e o Sintep PB (Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Educação na Paraíba) confirmam que 1.250 aprovados foram chamados até agora, número mencionado por Lucas Ribeiro na entrevista.

Por isso, a equipe de checagem entende que a informação dita pelo candidato é verdadeira.

De acordo com Sintep, ainda aguardam convocação, cerca de 926 professores, do total prometido pelo governo. A expectativa é que a nomeação aconteça em novembro.

“Recentemente ampliei o atendimento no São Vicente de Paulo aqui em João Pessoa, que nós realizamos para tratamento de câncer.”

Lucas Ribeiro, candidato ao governo da Paraíba pelo Partido Progressistas (PP), em entrevista ao JPB 1, no dia 16 de setembro de 2026.

A INFORMAÇÃO NÃO É BEM ASSIM

O QUE DIZ A CHECAGEM

A declaração precisa de contexto. O Governo da Paraíba e o Hospital São Vicente de Paulo, em João Pessoa, de fato anunciaram recentemente uma ampliação da oferta de serviços da instituição pelo Sistema Único de Saúde (SUS). No entanto, na data da declaração, em 9 de setembro de 2026, os novos serviços ainda não haviam começado a funcionar efetivamente.

Durante visita ao hospital, Lucas Ribeiro acompanhou o anúncio de uma parceria que prevê a entrada de 12 novos leitos de enfermaria destinados a pacientes da rede pública. Segundo o Hospital São Vicente de Paulo, em nota enviada ao Núcleo de Checagem da Rede Paraíba, explicou que a previsão é que os primeiros pacientes sejam recebidos a partir de 10 de outubro.

Também foi anunciada a implantação de um Ambulatório de Cardiologia, com previsão de abertura em 10 de outubro, além de novos serviços de cirurgia cardíaca. De acordo com o hospital, essas ampliações dependem da formalização dos instrumentos de parceria, da definição dos fluxos de atendimento, da regulação, do perfil dos pacientes, dos quantitativos e da modalidade de financiamento.

Dessa forma, a declaração contém um elemento verdadeiro, que é a existência de uma parceria para ampliar os serviços do hospital, mas apresenta como já realizada uma ampliação que, na data da entrevista, ainda não começou, como deu a entender na fala, por isso a equipe de checagem etiquetou a fala do candidato como não é bem assim.

O QUE DIZ A ASSESSORIA DO CANDIDATO

Questionada sobre quais serviços foram ampliados e quando eles começaram a funcionar, a assessoria de Lucas Ribeiro citou a ampliação de serviços cardiovasculares, com investimentos de R$ 15 milhões, e informou que o Hospital São Vicente de Paulo já oferece serviços de oncologia pelo SUS. A resposta, no entanto, não informou quais serviços foram ampliados e nem apresentou a data de início dessa ampliação.

“A nossa política tem sido de dar autonomia; se a gente tivesse descumprindo a lei de autonomia, que exige o repasse a UEPB, o TCE já estaria tomando medidas e isso não está acontecendo.”

Lucas Ribeiro, candidato ao governo da Paraíba pelo Partido Progressistas (PP), em entrevista ao JPB1, no dia 16 de setembro de 2026.

A INFORMAÇÃO É FALSA

O QUE DIZ A CHECAGEM

A afirmação de Lucas Ribeiro é falsa porque o Tribunal de Contas da Paraíba tomou medidas e emitiu alertas e relatórios registrando que o Governo da Paraíba estava descumprindo a lei de autonomia da UEPB.

A autonomia financeira da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) é regulamentada pela Lei Estadual nº 7.643/2004. O artigo 3º estabelece que os recursos destinados à universidade devem ser calculados anualmente com base na receita ordinária prevista para o respectivo exercício financeiro. O parágrafo 2º determina que, nos exercícios seguintes, seja assegurado à UEPB um percentual mínimo de 3% da receita ordinária arrecadada pelo Estado. Já o parágrafo 3º estabelece que o percentual de cada exercício não pode ser inferior ao registrado no ano anterior.

Vejamos o que disse o TCE em junho e setembro de 2025.

Em um dos trechos do alerta 00352/25 (06/06/2025), foi dito:

“O valor do duodécimo repassado no período entre janeiro a maio/2025 (R$ 36.505 mil/mês) é inferior ao valor médio mensal do orçamento atualizado (R$ 39.449 mil); No período de janeiro a maio de 2025, valor destinado à UEPB, a título de duodécimo, representou o percentual de 2,78% da Receita Ordinária, ficando abaixo dos 3% previstos no art. 3º, §2º, da Lei Estadual nº 7.643, de 06/08/2004.”

Já no alerta 00894/25 (10/09/2025), o TCE afirmou:

“O valor destinado à UEPB pelo Governo do Estado, a título de duodécimo, representou o percentual de 2,75% da Receita Ordinária no primeiro quadrimestre de 2025, não atingindo o percentual mínimo de 3%, estabelecido na Lei Estadual nº 7.463, de 06/08/2004.”

Outro documento obtido pelo Núcleo de Checagem do Jornal da Paraíba foi a ata da 0216ª Sessão Extraordinária do Tribunal Pleno, realizada no dia 11 de dezembro de 2025.

Nela, o TCE afirmou que foi verificado que, em 2024, a Receita Ordinária do Estado atingiu o montante de R$ 14,3 bilhões.

“Dessa forma, infere-se que o valor destinado à UEPB, a título de duodécimo, representou o percentual de 2,60% da Receita Ordinária, sendo este inferior àquele aplicado no exercício imediatamente anterior: 2,82% da referida receita”, registra a ata.

O documento, por sua vez, traz recomendações. Pede que o estado “adote as medidas necessárias para assegurar a regularidade e a suficiência dos repasses à UEPB, de modo a evitar a diminuição injustificada do percentual de alocação e a garantir o cumprimento da legislação aplicável e das finalidades institucionais da Universidade.”

O questionamento, neste caso, era sobre o cumprimento do parágrafo 3º da Lei da Autonomia, que estabelece que o percentual de cada exercício não pode ser inferior ao registrado no ano anterior.

Dessa forma, não é correto afirmar que o TCE-PB não estava tomando medidas relacionadas aos repasses à UEPB. O Tribunal registrou em atas, alertas e sessões o que considerou descumprimento, pelo estado, das regras legais sobre os repasses, seja no que diz respeito aos 3%, seja no que se refere ao percentual de um ano, considerado inferior ao do ano anterior.

Por esse motivo, a equipe de checagem classificou como falsa a afirmação de Lucas Ribeiro de que não havia medidas do TCE-PB relacionadas ao cumprimento da regra de repasse à UEPB e que por isso a autonomia estava sendo cumprida plenamente.

Sobre os dados que revelam o descumprimento da lei, segundo o TCE, outro relatório elaborado pela Pró-Reitoria de Planejamento, ao qual o Jornal da Paraíba teve acesso, mostra que os percentuais de repasse ficaram acima desse mínimo durante os anos de 2019 e 2020, mas já eram menores que os dos anos anteriores, ferindo o parágrafo terceiro da lei, que diz, como já registramos: “o índice percentual de cada exercício não poderá ser inferior ao do exercício anterior”.

A partir de 2021, segundo o documento, o repasse não passou de 3% da Receita Ordinária do Estado. Vejamos, em detalhes, os números do relatório e o gráfico com a evolução dos repasses feitos de 2009 até 2024.

  • 2019 – R$ 299.304.590,00 – 3,52% da receita
  • 2020 – R$ 301.286.986,60 – 3,51% da receita
  • 2021 – R$ 313.665.099,33 – 2,91% da receita
  • 2022 – R$ 349.450.068,94 – 2,74% da receita
  • 2023 – R$ 374.455.319,39 – 2,82% da receita
  • 2024 – R$ 405.564.182,57 – 2,64% da receita
  • 2025 – R$ 460.802.586,16 – % não informada
Reprodução/Transparência-UEPB

O QUE DIZ A ASSESSORIA DO CANDIDATO

Em nota enviada ao Jornal da Paraíba, a assessoria do candidato apresentou dados diferentes dos registrados pelos relatórios do TCE e do relatório da Pró-reitoria de Planejamento da UEPB.

Segundo o governo, para construir o orçamento, o Governo da Paraíba utiliza como efeito de cálculo a Lei Estadual nº 7.643/2004 e segue o entendimento do Tribunal de Contas do Estado, atendendo os critérios do mínimo dos 3% da Receita Ordinária. Para comprovar, apresentou a tabela abaixo. Não houve referência sobre a fala do candidato que disse que o TCE não estaria tomando medidas no que se refere ao não descumprimento da legislação.

Reprodução/Fonte 500 e SIAF

“Ano passado a gente gastou dois bilhões a mais do que a obrigação legal que é de 12%.”

Lucas Ribeiro, candidato ao governo da Paraíba pelo Partido Progressistas (PP), em entrevista ao JPB1, no dia 16 de setembro de 2026.

A INFORMAÇÃO É FALSA

O QUE DIZ A CHECAGEM

Dados do Relatório Resumido da Execução Orçamentária (RREO), no Demonstrativo da Receita de Impostos Líquida e das Despesas Próprias com Ações e Serviços Públicos de Saúde, referentes ao exercício de 2025 e homologados em 19 de fevereiro de 2026, mostram que o Governo da Paraíba aplicou R$ 3,236 bilhões em ações e serviços públicos de saúde, considerando as despesas empenhadas.

O mínimo constitucional era de 12% da receita, o equivalente a R$ 2,316 bilhões. O Estado aplicou 16,77% da receita, ficando R$ 920,7 milhões acima do mínimo exigido.

Se quiser considerar as despesas efetivamente pagas, o relatório registra R$ 3,216 bilhões, correspondentes a 16,66% da receita, ou R$ 900,3 milhões acima do mínimo constitucional.

Portanto, a afirmação de que foram investidos em saúde R$ 2 bilhões a mais em 2025 é falsa, pois esse valor é mais que o dobro do excedente registrado no Portal da Saúde, do SUS, como é possível conferir em tabela abaixo:

Divulgação/Portal da Saúde – SUS

O QUE DIZ A ASSESSORIA DO CANDIDATO

Os números são similares com os apresentados pelo próprio Governo da Paraíba no posicionamento enviado pela assessoria, em resposta aos questionamentos do Núcleo de Checagem.

Segundo a nota, em 2025, o Estado aplicou R$ 3,1 bilhões em saúde. O mínimo constitucional seria de cerca de R$ 2,3 bilhões, o que representa R$ 876 milhões acima da obrigação legal – e não R$ 2 bilhões, como afirmou o candidato.

Segundo o próprio governo, o valor acumulado acima do mínimo constitucional entre 2022 e 2025 foi de R$ 1,8 bilhão. Ou seja, mesmo o excedente acumulado em quatro anos fica abaixo do valor que o candidato atribuiu apenas ao ano passado (R$ 2 bi).

Procurada pelo Núcleo de Checagem, a Secretaria de Estado da Saúde (SES-PB) informou que, em 2025, a Paraíba aplicou cerca de 16,77%, segundo o SIOPS (Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Saúde), acima do mínimo constitucional de 12%. O secretário Ari Reis informou que o valor acima do mínimo chega pode até chegar a R$ 1,2 bilhão, quando considerados restos a pagar e outros valores contabilizados neste ano.

O secretário destacou que, em 2025, a Paraíba foi o segundo estado do Nordeste com o maior índice de investimento em saúde, considerando o percentual da Receita Corrente Líquida. Os 16,77% aplicados ficaram atrás apenas de Sergipe, que investiu 17,87%, de acordo com dados do SIOPS. Segundo Ari Reis, a Paraíba foi o estado que mais cresceu entre 2022 e 2025. “Era 12,45% e agora é 16,77%, aumentando 4,32%. Nós somos o campeão em crescimento nos investimentos em custeio em saúde”, afirmou.

Apesar do valor aplicado acima do piso constitucional relatado, a declaração do candidato é considerada falsa, já que o valor investido acima dessa obrigação não chegou a R$ 2 bilhões, como afirmou Lucas Ribeiro na entrevista.

*Participaram da checagem os jornalistas Erickson Nogueira, Mayara Medeiros, Alisson Correia, Gabriella Loiola, Guilherme Bezerra e Joaquim Neto, além da estudante Caren Braga, sob supervisão do jornalista Laerte Cerqueira. A apuração foi realizada pelas equipes do Jornal da Paraíba e do Núcleo de Dados da Rede Paraíba, com consulta a documentos, dados públicos e fontes oficiais relacionadas às declarações analisadas.