Governo anuncia retirada de parte de subvenção ao diesel a partir de quarta-feira (1º)
O Ministério da Fazenda anunciou que vai retirar parte da subvenção ao diesel a partir da quarta-feira (1º). A informação foi confirmada pelo ministro da pasta, Dario Durigan. A medida tinha como objetivo reduzir o impacto da alta dos combustíveis em decorrência de conflitos no Oriente Médio.
Na prática, a subvenção ao diesel consistia em um auxílio financeiro concedido pelo Governo Federal ao setor para cobrir custos. No caso, essa medida fazia parte de um conjunto de tentativas do país, adotadas em abril e março, devido aos conflitos no Oriente Médio.
Inicialmente, o governo previu um desconto de R$ 1,20 por litro do combustível, relativo a impostos federais e estaduais, com a subvenção.
No entanto, em 31 de maio, a pasta criou uma subvenção de 35 centavos por litro para substituir a desoneração de impostos federais que venceu no começo de junho. Segundo o governo, é esta a subvenção que está sendo encerrada a partir de julho.
O ministro disse ainda que a pasta estuda outras medidas ainda em vigor, como outra subvenção do diesel, de R$ 1,12, e de uma subvenção de R$ 0,44 por litro para a gasolina.
Entenda a cronologia das subvenções
Em maio, o governo anunciou um subsídio de R$ 0,44 por litro para a gasolina produzida no Brasil e importada. A medida foi criada para reduzir os impactos da alta do petróleo provocada pela guerra e, inicialmente, tinha duração prevista de dois meses.
Agora, o governo iniciou a retirada gradual do benefício, acompanhando a queda no preço internacional do petróleo. Na semana passada, o barril do Brent, referência global, voltou ao patamar anterior ao conflito, sendo negociado próximo de US$ 70. Em março, no início da guerra, chegou a ultrapassar os US$ 100.
Antes de estender o subsídio à gasolina, o governo havia adotado medidas voltadas ao diesel e ao gás de cozinha. Posteriormente, o benefício também passou a contemplar o querosene de aviação.
*com informações de g1