Penitenciária Júlia Maranhão realiza ação inédita com inserção de DIU de cobre em reeducandas — Governo da Paraíba
Na última segunda-feira (1º) de junho, mulheres privadas de liberdade da Penitenciária de Reeducação Feminina Maria Júlia Maranhão participaram de uma ação inédita de promoção da saúde reprodutiva, que possibilitou a inserção gratuita de dispositivos intrauterinos (DIU) de cobre. A iniciativa ampliou o acesso a métodos contraceptivos seguros, eficazes e de longa duração dentro do sistema prisional paraibano.
A atividade foi realizada por meio do Projeto de Extensão Coletivo Mandacaru, da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), coordenado pela professora Iselena Claudino Bernardes Nóbrega, com o apoio da Secretaria de Administração Penitenciária da Paraíba (Seap-PB). A ação contou com a participação da equipe da unidade prisional, da docente e dos estudantes Matheus Monteiro, Adriana Côrtes, Vanessa Lima, Lilian Rosa e Jhenyffer Barbosa, reforçando o compromisso da universidade com a promoção dos direitos humanos, da saúde integral e da cidadania.
A oferta do DIU de cobre representa um importante avanço no cuidado à saúde das mulheres em situação de vulnerabilidade, garantindo acesso à informação, ao planejamento reprodutivo e à autonomia sobre seus corpos. Antes da inserção do dispositivo, as participantes receberam orientações sobre saúde sexual e reprodutiva, esclarecendo dúvidas e possibilitando uma escolha consciente e informada do método contraceptivo.
Além do impacto direto na assistência à saúde, a iniciativa evidencia o papel da extensão universitária na aproximação entre a universidade e a comunidade, levando conhecimento científico e serviços de qualidade a populações que historicamente enfrentam barreiras de acesso aos cuidados de saúde.
A ação realizada na Penitenciária Júlia Maranhão marca um momento histórico ao ampliar o acesso a métodos contraceptivos de longa duração no ambiente prisional, consolidando uma prática inovadora de cuidado e atenção à saúde reprodutiva. A iniciativa também fortalece as políticas de promoção da saúde destinadas às mulheres privadas de liberdade e tem potencial para inspirar ações semelhantes em outras unidades prisionais da Paraíba e do país.
Ascom/Seap-PB