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grupo de networking de João Pessoa gera mais de R$ 2 milhões em negócios

BNI gerou mais de R$ 2 milhões em negócios gerados entre os membros de João Pessoa. Plínio Almeida

Pesquisas mostam que, no mundo acelerado dos negócios, 98% dos empresários dependem de indicações boca a boca para captar clientes. Fechamentos por indicação convertem quatro vezes mais e elevam a retenção de clientes em 37%, transformando contatos em parcerias lucrativas. Mas apenas 3% dos empreendedores têm uma estratégia estruturada de networking. Ou seja, para muitos existe a dependência de que alguém lembre organicamente de uma empresa para indicá-la.

Na contramão dessa lógica, milhares de empresários abandonaram a velha troca de cartões em eventos e situações aleatórias. Eles abraçaram uma ferramenta estratégica que constrói relações duradouras, gera referências qualificadas e impulsiona receita recorrente, que é participar de um grupo estruturado de networking. Isso propicia a construção de relações duradouras entre empresas, gerando referências qualificadas, marketing colaborativo e suporte mútuo em um ambiente positivo. Uma prova concreta vem do BNI (Business Networking International), a maior rede de networking do mundo, com mais de 355 mil membros em 77 países desde 1985. Em João Pessoa, o BNI chegou há 1 ano e 2 meses e já gerou R$ 2 milhões em negócios fechados entre membros – um volume impressionante para uma cidade de porte médio. Atualmente, operam três grupos ativos: BNI Porta do Sol, BNI Cactos e BNI Nego (lançado neste mês de abril). O BNI João Pessoa é liderado por Adelaide Maia Conduta e Felipe Conduta, diretores executivos.

O grupo foca em exclusividade em por segmento. Cada grupo só pode ter uma empresa por nicho. A filosofia é a de “Givers Gain” (dar primeiro para receber depois), em que um membro precisa se preocupar em gerar boas indicações aos colegas. Por consequência, a empresa dele também será contemplada. Outro princípio é o de zero comissões, evitando corrupção.

Adelaide Maia Conduta planeja expansão do BNI para o interior da Paraíba. Plínio Almeida

Como se tornar um membro

Segundo a diretoria, o ingresso no grupo não é tão simples e não depende apenas da vontade do empresário. É realizado um trabalho de triagem, que vai entender quais os serviços prestados e se não já existe uma empresa semelhante no grupo. É necessário participar das reuniões semanais como convidado e depois passar por entrevista e aprovação. Logo após, vem a fase de integração, com treinamento e metas de indicação. A anuidade do BNI custa quase R$ 5.500 em João Pessoa, valor que pode ser dividido em 12 mensalidades. Detalhe fatal: quem falta a quatro reuniões, seguidas ou não, está fora do grupo, automaticamente. Ou seja, engajamento real é um mandamento. Você gera resultados para os outros membros e eles fazem o mesmo para sua empresa. E, assim, o BNI já reúne 20 mil empresários no Brasil à base de contrução de relacionamentos, marketing estratégico, apoio e suporte, colaboração com propósito, ambiente profissional e filosofia de colaboração.

Expansão para o interior

Networking estruturado, definitivamente, não é coisa de cidade grande. Segundo o BNI, aqui mesmo no Brasil, há cidades com apenas 18 mil habitantes que já possuem um grupo de relacionamento empresarial. E até o próximo ano devemos ver novos grupos formados em cidades, como: Campina Grande, Patos, Sousa, Cajazeiras e Catolé do Rocha. É a prova de que em um mercado onde indicações representam 82% dos fechamentos e convertem quatro vezes mais, o networking entre empresas não é opcional: é um acelerador de crescimento. Uma prova disso são os R$ 2 milhões em negócios reais em apenas 14 meses na capital paraibana. São conexões que viram receita e impulsiona o futuro.