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João Pessoa entre as cidades mais valorizadas do país

Força da construção civil coloca João Pessoa entre as cidades mais valorizadas do país. Cácio Murilo/Reprodução Site MTur

João Pessoa encerrou 2025 como a segunda capital brasileira com maior valorização imobiliária do país, com alta de 15,15% nos preços residenciais, segundo o Índice FipeZAP — mais que o dobro da média nacional, que ficou em 6,52%. O resultado não é fruto do acaso: é reflexo direto de uma indústria da construção civil ativa, inovadora e cada vez mais presente na transformação urbana da cidade.

O mercado de locação acompanhou o mesmo ritmo. Os aluguéis residenciais em João Pessoa acumularam alta média de 15,31% em 2025, colocando a capital entre as líderes nacionais também nesse indicador. Em bairros como Cabo Branco, Jardim Oceania e Altiplano, o metro quadrado já ultrapassa R$ 12 mil nas áreas de maior demanda — valores que refletem a pressão de um mercado aquecido e a crescente atratividade da cidade.

Esse movimento tem uma base sólida: a força do setor produtivo. Só em fevereiro de 2026, a construção civil registrou saldo positivo (diferença entre contratações e demissões) de 290 vagas formais na Paraíba, sendo mais de 170 delas em João Pessoa — quase 60% do total estadual.

Para o presidente do Sinduscon-JP, Ozaes Mangueira Filho, entidade que representa as empresas do setor na capital, os números confirmam uma vocação consolidada. “Os resultados positivos reforçam o papel da construção civil como um dos setores produtivos mais importantes para a geração de empregos formais na região. Nosso compromisso é impulsionar e contribuir na criação de oportunidades”, afirma.

A geração de empregos acompanhou uma trajetória de expansão consistente ao longo dos últimos anos. O número de trabalhadores formais na construção civil na Paraíba saltou de pouco mais de 33 mil profissionais em 2020 para mais de 52 mil em 2024 — crescimento superior a 57% no período. Mesmo com oscilações pontuais em 2025, o setor mantém relevância estrutural na economia local e segue como um dos principais geradores de renda do estado.

Para o Sinduscon-JP, o momento reforça a necessidade de compreender a construção civil como indústria estratégica — não apenas executora de obras, mas agente ativa na organização das cidades e no desenvolvimento econômico. Um setor que gera empregos, movimenta a cadeia produtiva, contribui com impostos e entrega à sociedade um ambiente urbano mais moderno e funcional. João Pessoa é, hoje, um exemplo concreto desse protagonismo.

Construção civil tem saldo positivo de empregos formais na capital paraibana. Banco de Imagens – Freepik

O impacto da construção civil vai além dos canteiros de obras e das estatísticas de emprego. É o setor que redesenha a paisagem de João Pessoa. Novos empreendimentos residenciais e comerciais incorporam conceitos modernos de arquitetura, sustentabilidade e qualidade de vida, respondendo a uma demanda crescente impulsionada também pelo aumento populacional. Entre 2010 e 2022, a cidade registrou crescimento de 15,3% na população, consolidando-se como um dos destinos mais procurados por novos moradores no Brasil.

Esse cenário é alimentado pela combinação entre os atrativos naturais de João Pessoa — praias, clima, qualidade de vida — e a oferta de empreendimentos modernos que atendem a diferentes perfis de compradores, incluindo investidores de outras regiões do país. A capital paraibana deixou de ser apenas um destino turístico para se tornar um destino relevante no mercado imobiliário nacional.