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três cuidados que valem mais do que qualquer foto

Foto: Freepik. Jornal da Paraíba

Carnaval é multidão. É música alta, bloco na rua, shows lotados, encontros inesperados e muita intensidade em poucas horas. É um dos momentos mais vibrantes do calendário brasileiro e também um dos mais vulneráveis.

No meio da festa, é fácil esquecer que diversão e descuido não são sinônimos. Em tempos de hiperconexão, o risco não está apenas no trânsito ou na bebida em excesso. Está também na forma como usamos o celular, na maneira como expomos outras pessoas e nas decisões que tomamos no calor da alegria.

Alguns cuidados simples podem evitar prejuízos, constrangimentos e tragédias.

1. Cuidado ao fotografar e postar: segurança vem antes do story

Carnaval não é ambiente controlado. É multidão comprimida, distração coletiva e, infelizmente, oportunidade para furtos e roubos.

Muita gente perde o celular não porque estava desatenta o tempo inteiro, mas porque escolheu o pior momento para tirá-lo do bolso: no meio do empurra-empurra, durante um show, no auge da animação.

Antes de fotografar ou gravar, olhe ao redor. Avalie o ambiente. Observe quem está perto. Proteja seus pertences. Se possível, evite postar na hora.

Publicar em tempo real pode parecer mais empolgante, mas postar depois, em um ambiente mais seguro, reduz riscos. Dá mais trabalho, mas evita prejuízo financeiro, perda de dados e dor de cabeça.

Nenhuma foto vale mais do que sua segurança.

2. Respeito à imagem do outro: nem todo mundo quer aparecer

Carnaval é festa, mas não é autorização automática para exposição.

Nem todo mundo que está ao seu lado quer ser fotografado. Nem todo mundo quer aparecer suado, com maquiagem borrada, sem camisa ou em um momento de descontração que pode ser mal interpretado fora daquele contexto.

Antes de fotografar alguém, principalmente desconhecidos, pergunte. Antes de postar, confirme.

Posso fazer essa foto?

Posso postar?

É simples. É respeitoso. É necessário.

Vivemos em uma cultura de exposição instantânea, mas o direito à imagem continua existindo. O fato de alguém estar na rua ou no bloco não significa que autorizou virar conteúdo.

Carnaval também é exercício de empatia.

3. Se beber, não dirija: a consequência não é a multa, é a vida

Essa não é apenas uma recomendação legal. É uma questão de responsabilidade humana.

O problema não é a multa, nem o valor da infração. Quem erra deve responder pelos seus atos. O ponto central é outro: a violência do trânsito.

Um acidente causado por imprudência pode tirar vidas, inclusive a sua.

Carnaval é excesso. Direção exige lucidez. Misturar álcool e volante não é descuido, é risco real.

Aplicativos de transporte, caronas responsáveis e transporte público são alternativas possíveis. O que não pode existir é a decisão impulsiva.

Carnaval é alegria coletiva. Alegria sem consciência vira estatística.

Segurança ao usar o celular. Respeito à imagem do outro. Responsabilidade no trânsito.

Três atitudes simples que preservam o que realmente importa: patrimônio, dignidade e vida.

A festa passa. O que fica são as consequências. Que, depois do Carnaval, fiquem apenas boas lembranças.

Jeoás Farias é Especialista em Presença Digital e colunista da CBN