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Corpo de bebê indígena que morreu por infecção generalizada apresentava queimaduras, aponta Numol

Foto: Pedro Júnior/TV Cabo Branco

O corpo do bebê indígena Warao que morreu nesta segunda-feira (28), em João Pessoa, apresentava queimaduras e infecções fúngicas, apontou a necropsia. Os sinais foram comprovados pela análise realizada pelo Instituto de Medicina Legal (IML), que divulgou as informações nesta quarta-feira (30).

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De acordo com Flávio Fabres, chefe do IML, a necropsia no corpo do bebê indígena também confirmou sinais de negligência e maus-tratos. A causa da morte foi uma infecção no pulmão que evoluiu para uma infecção generalizada.

Ainda segundo o chefe do IML, um laudo da perícia será enviado para a Polícia Civil nos próximos nos dias, e então será avaliada se o caso será alvo de uma investigação.

O Jornal da Paraíba procurou o Serviço Pastoral dos Migrantes (SPM), responsável pelos abrigos dos venezuelanos em João Pessoa, mas a entidade afirmou não ter informações sobre o resultado dos exames e não se pronunciou sobre o caso.

O Jornal da Paraíba também procurou o tio avô da criança para um posicionamento da família, mas até a última atualização desta matéria, não houve retorno. O corpo do bebê foi devolvido aos familiares para que sejam feitos os procedimentos fúnebres.

Entenda caso da morte do bebê indígena

Um bebê indígena da etnia warao, de origem venezuelana, morreu nesta segunda-feira (28) após ser internado com sinais de desnutrição, lesões corporais e infecção generalizada.

De acordo com o Departamento Municipal de Saúde para Imigrantes e Refugiados, o bebê tinha um ano e dois meses de vida, e morava no abrigo Vila do Lula, no bairro do Roger. O bebê foi levado ao Hospital Arlinda Marques na noite deste domingo (27).

Segundo boletim divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde, a mãe do bebê afirmou que a criança tinha sido vacinada apenas uma vez, o que representa um grave atraso vacinal.

Ainda de acordo com a Secretaria da Saúde, o corpo do bebê não estava conseguindo receber fluxo sanguíneo suficiente para suprir as necessidades dos órgãos e tecidos, e por isso precisou passar por um procedimento de emergência em que uma agulha é inserida na medula óssea para possibilitar a administração de fluidos e medicamentos.

Conforme descrito no boletim, o bebê foi intubado logo em seguida e foi transferido para a Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica (UTI), mas não resistiu.