Material apreendido pela PF. (Reprodução / Polícia Federal)
A Polícia Federal apreendeu R$ 100 mil em espécie, o celular do ex-prefeito da cidade de Mogeiro e santinhos dos deputados e candidatos à reeleição Murilo Galdino, do Republicanos, e João Paulo Segundo, do Progressistas. O material foi localizado durante abordagem feita pela Polícia Rodoviária Federal na BR-230, no município de Sobrado, na última segunda-feira (21).
De acordo com a PRF, o material foi apreendido com José Alberto Ferreira, ex-prefeito de Mogeiro, em um carro que estava adesivado com propaganda política.
A princípio, José Alberto teria informado que transportava R$ 50 mil em espécie, resultado de vendas de camarões. No entanto, os policiais encontraram o dobro do valor e o ex-prefeito reconheceu que os envelopes continham mais recursos, mas manteve sua versão sobre a origem do montante.
Além do dinheiro em espécie, do celular do ex-prefeito e dos santinhos, outros materiais de campanha, como bonés e camisetas também foram apreendidos.
Ao todo, 301 unidades de material publicitário foram apreendidas.
De acordo com o despacho da Polícia Federal, não foi lavrado Auto de Prisão em Flagrante contra José Alberto Ferreira, pois não foram encontrados, naquele momento, elementos suficientes para caracterizar situação de flagrância que justificasse a prisão.
Devido à proximidade da eleição, aos materiais de campanha e às inconsistências do depoimento, porém, o caso deverá ser investigado pela PF.
“A circunstância de o numerário estar fracionado em envelopes, associada à existência de material de propaganda de candidatos específicos e à realização da abordagem em pleno período eleitoral, constitui conjunto indiciário que justifica a preservação dos objetos e informações relevantes para que se possa verificar, entre outras questões, se os valores possuem origem lícita, qual era sua efetiva destinação e se havia eventual relação entre o dinheiro transportado e atividades de natureza político-eleitoral”, diz o documento.
O que dizem os citados
Procurados pelo Blog, os deputados João Paulo Segundo e Murilo Galdino afirmaram que não receberam nenhum tipo de notificação e que estavam sabendo da apreensão através do nosso contato.
Quanto ao ex-prefeito de Mogeiro, José Alberto Ferreira, a sua defesa não foi localizada. O espaço, claro, está aberto.
João Pessoa deu um novo passo para fortalecer a economia criativa, estimular novos negócios e contribuir para a revitalização do Centro Histórico. Nesta quinta-feira (24), o prefeito Leo Bezerra assinou Lei Ordinária para implementação do Distrito Criativo em uma área especial destinada ao desenvolvimento das atividades ligadas à criatividade, à cultura, à inovação e ao empreendedorismo.
O ato aconteceu no Centro Administrativo Municipal (CAM), em Água Fria, onde o gestor da Capital disse que essa iniciativa busca criar um ambiente favorável para a instalação e o crescimento de empreendimentos criativos, ao mesmo tempo em que promove a preservação do patrimônio histórico e cultural da cidade. A Lei estabelece como objetivos a revitalização do espaço urbano do Centro Histórico, o fortalecimento da identidade cultural local e a geração de emprego e renda.
“A gente conta com a Secretaria do Inovacentro e do Desenvolvimento Econômico e Trabalho para atuarem juntas nessa medida que, com certeza, tem tudo para impulsionar o nosso Centro, seja no empreendedorismo, seja na cultura. No que depender da Prefeitura, todas as atividades que quiserem se instalar no Centro, que quiserem ter seus negócios impactados, terão apoio, sem burocracia”, afirmou o prefeito Leo Bezerra.
O Distrito Criativo está localizado em uma área delimitada do Centro Histórico, compreendida entre a Rua da Areia, a Rua Barão do Triunfo, a Rua Visconde de Pelotas e a Rua General Osório, incluindo as ruas, travessas, becos e demais logradouros internos ao perímetro. A delimitação segue as diretrizes do Plano Diretor e da legislação de proteção ao patrimônio histórico.
A política pública contempla diferentes segmentos da economia criativa. Entre eles estão artes digitais e tecnologia, artesanato e arte popular, design, arquitetura, cinema e audiovisual, gastronomia, literatura, música, turismo cultural, espaços culturais, além de atividades autorais como barbearias, salões de beleza e estúdios de tatuagem.
“Trata-se de uma iniciativa estratégica que visa consolidar o Centro Histórico como um destino criativo, criando um ecossistema favorável ao fomento de negócios na economia criativa. O projeto abrange diversos setores, desde o artesanato e a gastronomia até a implementação de laboratórios maker — estruturas públicas, como as que mencionamos no ano passado, destinadas ao uso de artesãos e empreendedores. Essa ação visa promover o desenvolvimento econômico de toda a comunidade”, destacou o secretário de Preservação, Revitalização e Inovação do Centro Histórico (Inovacentro), Thiago Lucena.
Medidas – Entre as medidas estão facilidades de financiamento, microcrédito para empreendedores individuais e a criação de um Programa de Fomento a Novos Empreendimentos, com apoio financeiro, técnico e de capacitação. Para micro e pequenas empresas criativas, a lei prevê financiamento facilitado com até dois anos de carência, juros de 6% ao ano e prazo de amortização de cinco anos. Os financiamentos dependerão da apresentação de plano de negócios e da comprovação da viabilidade econômica do empreendimento.
“A Lei vai permitir que agora nós possamos atuar de uma forma mais intensiva também, como no programa ‘Eu Posso’, por exemplo, fomentando e levando crédito para as empresas que temos que instalar naquela localidade. Desde que ela faça parte do ecossistema da economia criativa, a Prefeitura de João Pessoa estará junto para apoiar esses empreendedores”, afirmou o secretário de Desenvolvimento Econômico e Trabalho, João Bosco Ferraz.
Infraestrutura e ocupação do Centro Histórico – Além dos incentivos financeiros, o Distrito Criativo prevê ações para transformar a própria estrutura urbana em suporte para a economia criativa. A legislação permite a cessão de imóveis públicos para a instalação de espaços compartilhados, estúdios, oficinas e ateliês, por até dez anos, renováveis por igual período.
Também estão previstas melhorias na infraestrutura urbana, com identidade visual própria, mobiliário adequado às atividades criativas, conectividade sem fio gratuita em toda a área e criação de espaços públicos destinados à convivência e à exposição de artistas e empreendedores.
A proposta ainda estabelece medidas para qualificação profissional, com cursos, workshops e treinamentos, além de programas de mentoria, incubadoras, aceleradoras, bolsas de estudo e eventos de networking. A Prefeitura poderá atuar em parceria com universidades, centros de formação e instituições como o Sebrae.
Mais facilidade para empreender – Outro eixo da Lei é a criação de um ambiente mais simples e integrado para quem pretende empreender no Distrito Criativo. A legislação prevê a flexibilização de normas urbanísticas para permitir usos residencial, comercial e cultural de forma integrada, sempre respeitando as regras de proteção do patrimônio histórico.
Também estão previstas a simplificação de processos burocráticos para abertura de negócios e obtenção de licenças, a criação de um balcão único de atendimento aos empreendedores e a possibilidade de horário de funcionamento estendido para atividades culturais e criativas, observadas as normas de vizinhança.
Cultura, turismo e patrimônio – O Distrito Criativo também pretende ampliar a conexão entre produção cultural, turismo e desenvolvimento econômico. Os empreendimentos beneficiados poderão integrar campanhas de divulgação e ações de marketing do Distrito, ter acesso preferencial a eventos culturais, festivais, feiras e exposições promovidos pelo poder público e ser incluídos em roteiros turísticos oficiais de João Pessoa.
Em contrapartida aos incentivos, os beneficiários deverão manter pelo menos dois postos de trabalho diretos por, no mínimo, três anos; participar de pelo menos duas atividades culturais promovidas anualmente no Distrito; destinar 5% da receita bruta anual para ações de preservação do patrimônio histórico ou projetos socioculturais na região; e manter os imóveis em bom estado de conservação, respeitando suas características arquitetônicas históricas.
Fundo próprio para o desenvolvimento – A Lei também cria o Fundo Municipal de Desenvolvimento do Distrito Criativo, destinado a financiar as ações previstas na política pública. Os recursos poderão vir de diferentes fontes, incluindo recursos públicos, parcerias público-privadas, doações e patrocínios, receitas de eventos, operações urbanas consorciadas e fundos específicos de fomento à economia criativa. O funcionamento do Distrito Criativo será acompanhado por indicadores como número de empreendimentos instalados, empregos gerados, investimentos realizados, arrecadação tributária, realização de eventos culturais, fluxo de visitantes e turistas, preservação do patrimônio histórico e satisfação dos empreendedores e da comunidade
Chuvas atingem o oeste e sul da Região Norte e o extremo oeste da Região Nordeste nesta quinta-feira (24), após o avanço das áreas de instabilidade que atuavam no Sudeste do país.
A região agrícola entre o Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia (Matopiba) terá um alívio nos baixos índices de umidade relativa do ar, informa o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
Na Região Norte, a previsão é de chuva com trovoadas no centro e norte de Roraima, no Amazonas, no centro e sul do Pará, no norte de Rondônia e no sul de Tocantins. Podem ocorrer pancadas de chuva também nas demais áreas de Tocantins, Roraima e no Acre.
Entre as capitais, a temperatura mínima será de 22°C em Rio Branco, e a máxima chega a 38°C em Manaus.
Nordeste
Na Região Nordeste, muitas nuvens devem aparecer na maior parte dos estados. Na Bahia, o dia terá chuva com trovoadas, a partir da tarde e durante a noite as chuvas isoladas atingem o sudoeste do Piauí e no sul do Maranhão.
As temperaturas variam nas capitais entre a mínima de 22°C em Maceió e a máxima de 39°C em Teresina.
Centro-Oeste
No Centro-Oeste brasileiro, chuvas com trovoadas são esperadas no leste de Mato Grosso, em Goiás e no Distrito Federal, onde há aviso amarelo de perigo potencial, com previsão de ventos que podem chegar a 60 km/h. Nas demais áreas do Mato Grosso e no Mato Grosso do Sul, na região do Pantanal, pode ocorrer chuva isolada.
No Sudeste, há alerta amarelo de perigo potencial para tempestade no noroeste de Minas Gerais. Também é esperada chuva com trovoadas no centro-oeste do estado e no Triângulo Mineiro. No norte de São Paulo, Rio de Janeiro, leste de Minas Gerais e no Espírito Santo ocorrem chuvas isoladas.
A temperatura nas capitais entra em rápida elevação e atinge 29°C no Rio de Janeiro e a mínima esperada é de 15°C em São Paulo.
Sul
Na Região Sul do país, uma massa de ar frio deixa o tempo estável. Na madrugada e no início da manhã, existe expectativa de geada no oeste, centro e sul do Rio Grande do Sul.
A temperatura segue amena, com mínima de 10°C nas três capitais e máxima de 22°C em Florianópolis.
UEPB aprova título de Doutora Honoris Causa para Eneida Agra Maracajá. (Foto: Reprodução)..
A professora e ativista cultural de Campina Grande Eneida Agra Maracajá foi escolhida para receber o título de Doutora Honoris Causa da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB). A homenagem foi aprovada por unanimidade pelo Conselho Universitário (Consuni) da instituição, durante reunião realizada nesta quarta-feira (23).
O título é uma das maiores honrarias concedidas pela universidade e é destinado a personalidades que tenham se destacado pelo saber ou pela atuação nas artes, ciências, filosofia, letras ou pelo entendimento entre os povos. Durante a reunião, conselheiros destacaram a atuação de Eneida na cultura e nas artes, especialmente na Rainha da Borborema.
Trajetória
Eneida Agra Maracajá é idealizadora do Festival de Inverno de Campina Grande (FICG), criado na década de 1970 e que completou 51 anos em 2026.
O festival surgiu a partir de um evento dedicado ao teatro, o Festival Nacional de Teatro (FENAT), realizado em 1974. Depois, passou a reunir diferentes manifestações artísticas, como teatro, dança, música, artes plásticas e literatura.
Além do FICG, Eneida criou projetos culturais voltados à população, como o Cultura no Presídio, realizado durante 13 anos no Complexo Penitenciário do Serrotão, e o Tamanquinhos das Artes, desenvolvido com crianças em situação de vulnerabilidade social.
Ela também foi diretora do Teatro Municipal Severino Cabral em duas gestões e secretária de Cultura de Campina Grande entre 2011 e 2012.
Eneida é graduada em Pedagogia e tem mestrado em Educação. É professora efetiva da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e teve passagem pela própria UEPB e pela Faculdade Católica de Filosofia de Campina Grande.
Eneida Agra Maracajá é idealizadora do Festival de Inverno de Campina Grande (FICG), criado na década de 1970 e que completou 51 anos em 2026. (Foto: Reprodução/FICG). Jornal da Paraíba
Homenagem
Durante a reunião que aprovou o título, a reitora Célia Regina afirmou que a homenagem reconhece a trajetória de Eneida e sua atuação em defesa da cultura.
A vice-reitora Ivonildes Fonseca, o pró-reitor de Cultura da UEPB, José Cristóvão de Andrade, e outros integrantes do Consuni também destacaram a contribuição da professora para as artes e a cultura.
A universidade ainda deverá definir a data e os procedimentos para a entrega do título de Doutora Honoris Causa.
A Secretaria Municipal de Trabalho, Habitação e Assistência Social (SEMTHAS) divulgou o resultado preliminar do processo de seleção do Programa Minha Casa, Minha Vida – FNHIS Sub 50, referente às 25 unidades habitacionais do Conjunto Pai Velho.
O processo de seleção segue os critérios estabelecidos no edital 001/2026 do programa e contempla famílias que atenderam às exigências previstas para participação.
A partir desta etapa, os inscritos devem ficar atentos às orientações da SEMTHAS, especialmente quanto aos prazos e procedimentos previstos no edital.
A Secretaria Municipal de Trabalho, Habitação e Assistência Social (SEMTHAS) divulgou o resultado preliminar do processo de seleção do Programa Minha Casa, Minha Vida
– FNHIS Sub 50, referente às 25 unidades habitacionais do Conjunto Pai Velho.
O processo de seleção segue os critérios estabelecidos no edital 001/2026 do programa e contempla famílias que atenderam às exigências previstas para participação.
A partir desta etapa, os inscritos devem ficar atentos às orientações da SEMTHAS, especialmente quanto aos prazos e procedimentos previstos no edital.
A Autarquia Especial Municipal de Limpeza Urbana (Emlur) manifesta solidariedade ao agente de limpeza da empresa terceirizada Inovar, agredido na noite desta quarta-feira (23), nas imediações da Avenida Tancredo Neves, em João Pessoa. De acordo com informações do Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena, o trabalhador segue internado, em estado estável, na unidade de Neurocirurgia, e necessitará passar por uma reconstrução craniana.
A Autarquia de Limpeza Urbana da Capital está solidária ao trabalhador e aos seus familiares, colocando-se disponível para os devidos suportes e acompanhamento da situação. O superintendente, Ricardo Veloso, lamenta o episódio e reforça a necessidade de respeito e proteção aos profissionais que atuam na limpeza urbana.
“Recebemos essa notícia com muita tristeza e indignação. Nossos trabalhadores saem diariamente de suas casas para cumprir uma missão essencial: cuidar da limpeza da nossa cidade. Não podemos aceitar que sejam vítimas de violência enquanto exercem seu trabalho. Estamos solidários ao nosso colaborador, à sua família e prestando todo o suporte necessário. Faço um apelo: respeitem e protejam os agentes de limpeza. Eles estão nas ruas para servir à sociedade e precisam ter o direito de trabalhar com segurança e dignidade”, ressaltou Ricardo Veloso.
Episódios de violência e insegurança envolvendo equipes de limpeza urbana ocorrem de forma recorrente. Essas situações não apenas colocam em risco a integridade física e a vida dos profissionais, mas também prejudicam a execução dos serviços essenciais, incluindo a coleta de resíduos da cidade.
A Emlur repudia veementemente qualquer ato de violência contra os trabalhadores que atuam diariamente na limpeza e conservação dos espaços públicos. Esses profissionais desempenham uma função indispensável para a saúde pública, o bem-estar da população e a qualidade de vida dos pessoenses.
A Autarquia faz um apelo à população para que respeite e proteja os agentes de limpeza, permitindo que exerçam suas atividades com segurança e dignidade. A colaboração de todos é fundamental para evitar situações de violência e garantir a continuidade dos serviços prestados à cidade.
“Quando um trabalhador da limpeza é agredido, toda a cidade é prejudicada. A violência coloca vidas em risco e compromete a prestação de um serviço essencial à população”, reforçou Ricardo Veloso.
A Emlur ressalta seu compromisso com a proteção e o bem-estar dos trabalhadores, acompanha este caso e espera que as circunstâncias da agressão sejam devidamente esclarecidas pelas autoridades competentes.
O Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) decidiu, nessa quarta-feira (23), de forma unânime, em sessão fechada, bloquear até R$ 2,7 bilhões em contas e bens de cinco ex-dirigentes do Banco Regional de Brasília (BRB), instituição pública controlada pelo governo do Distrito Federal.
A medida foi tomada em face da crise provocada por negócios do BRB com o Banco Master, liquidado em novembro do ano passado pelo Banco Central por indícios de gestão fraudulenta.
Segundo o TCDF, os ex-dirigentes do BRB terão 30 dias para se defender. O valor total do bloqueio é de R$ 2.761.749.206,55.
“A medida tem por objetivo resguardar eventual ressarcimento aos cofres públicos diante de indícios apontados em apurações relacionadas a operações conduzidas pela instituição financeira”, informou o tribunal.
Ainda segundo o tribunal de contas local, a decisão prevê uma “instrução prioritária” para avaliar a extensão do bloqueio a outras pessoas envolvidas no caso.
O TCDF determinou também o envio, em até 24 horas, das informações colhidas por auditoria independente contratada pelo BRB para avaliar os prejuízos decorrentes dos negócios com o Master.
Até o momento, o BRB encontra-se em desconformidade regulatória, por não ter cumprido os prazos legais para a apresentação de balanço operacional e patrimonial, que não são publicados desde o ano passado.
O caso é investigado no âmbito da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal (PF), sob supervisão do Supremo Tribunal Federal (STF). Há suspeita de que ex-dirigentes do banco receberam vantagens indevidas para autorizar a compra de carteiras de crédito fraudulentas do Master, num valor que pode ultrapassar os R$ 12 bilhões. O tamanho real do rombo ainda não foi revelado.
O presidente do PT nacional, Edinho Silva, voltou a falar nesta quinta-feira (24) sobre as eleições da Paraíba. Ele reforçou que o partido e o presidente Lula apoiam o governador Lucas Ribeiro (PP), para o Governo, e os candidatos ao Senado João Azevêdo (PSB) e Veneziano Vital (MDB). O dirigente disse, também, que respeita a candidatura do ex-prefeito de Patos, Nabor Wanderley (Rep).
A declaração ocorre em meio ao “rolo compressor” da base governista buscando desidratar a candidatura de Veneziano para o Senado, para eleger o pai do presidente da Câmara, Hugo Motta (Rep) para o Senado.
O material foi publicado no Jornal da Paraíba.
A leitura é de que a movimentação de Edinho Silva deixa dois recados principais. O primeiro é da importância atribuída por Lula à eleição de João e Veneziano para o Senado, o ambiente mais cobiçado por esquerda e direita a nível nacional – pela função e relevância do Senado.
Depois disso, o posicionamento do dirigente reforça, junto ao eleitor de esquerda e à Executiva estadual do PT, a necessidade de engajamento em favor de João e Veneziano. Algo que não tem ocorrido com muita frequência, aliás, pela direção do PT paraibano.
É que muitos apoiadores de Lula veem com desconfiança uma eventual chegada de Nabor ao Senado. Eles acreditam que, sendo filiado ao Republicanos (partido mais conservador do Brasil), ele não teria aderência às pautas defendidas pela esquerda e por Lula.
Um cenário previsível, a julgar pela condução de Hugo Motta na Presidência da Câmara. O paraibano aproximou-se do presidente nos últimos meses, mas manteve durante meses uma agenda de pautas indigestas para Lula.
Sabendo disso, Edinho tem feito o dever de casa. Tem realçado o respeito a Nabor, para não estremecer as relações entre Hugo e Lula, mas deixado claro que, na Paraíba, o presidente tem dois candidatos ao Senado. E eles atendem pelos nomes de João Azevêdo e Veneziano Vital.
A Prefeitura de João Pessoa, por meio da Secretaria de Direitos Humanos e Cidadania (Sedhuc), realiza, nesta sexta-feira (25), mais uma edição da Caravana do Cuidar, levando serviços gratuitos de diferentes áreas para mais perto da população. A ação acontece das 8h às 12h, na Rua Onaldo da Silva Coutinho, número 5, em frente à Paróquia São Rafael, no bairro Castelo Branco.
Durante a ação, a população poderá contar com serviços de assistência social, saúde, orientação jurídica e cidadania, entre eles: atendimentos do Centro de Referência de Assistência Social (Cras); atualização do cadastro do Bolsa Família; emissão do Cartão SUS; orientações sobre defesa do consumidor do Procon-JP; atendimentos jurídicos por meio da Defensoria Pública; e ações da Junta de Serviço Militar.
A Caravana do Cuidar também contará com o programa de empreendedorismo ‘Eu Posso’, Acessuas Trabalho, com encaminhamentos para o mercado de trabalho, Ouvidoria, além da Feira Cultural com artesãos da própria comunidade.
A ação inclui ainda serviços como o programa Criança Feliz, atendimentos odontológicos por meio do Odontomóvel e ações de embelezamento, ampliando o cuidado com a população em diversas áreas. Dos serviços de saúde, a população terá à disposição atendimento médico, com encaminhamento para exames, vacinação, verificação de pressão arterial e testes rápidos de glicemia e ISTs.
A Caravana do Cuidar segue percorrendo os bairros da Capital semanalmente, fortalecendo o compromisso da gestão municipal em aproximar os serviços públicos das comunidades e garantir cidadania de forma ágil, humanizada e acessível.
Enquanto espera o ônibus em uma avenida no centro de Brasília, Andrea*, de 32 anos, segura firme a mão do filho, de 6, que está com os olhos vermelhos de chorar. “Ele queria ter ficado mais tempo com os amiguinhos para brincar e eu não deixei. Ainda vamos para Samambaia (a 30 minutos de distância, na periferia do Distrito Federal)”. Mãe solo, ela diz que conta “até mil” para ter paciência diante das birras. “Já conversei. Não vou bater nunca. Ele tem que me respeitar”.
Andrea*, que trabalha como autônoma, recorda que, na infância, chegou a levar tapas, desde criança até a adolescência em casa (principalmente do pai). “Eu não vou fazer igual”, garante.
Mas não são todos os responsáveis que veem a palmada como violência, alguns consideram uma ação de educação. Esse é um dos resultados de um levantamento do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), divulgado na manhã desta quinta-feira (24). Pesquisadores ouviram respostas como de um pai no Rio de Janeiro: “Existe uma forma de bater educando, que foi a que eu fui criado. E existe o espancamento mesmo.”
O diagnóstico teve como propósito identificar o que leva pais, mães e cuidadores a baterem em seus filhos com enfoque maior na primeira infância, faixa etária até os 6 anos de idade. A alegação dos pais é que a palmada serve para “disciplinar” as crianças.
“As famílias sequer consideram o tapa ou a chinelada como violência. Pelo contrário, elas distinguem a palmada do espancamento que elas acham, de fato, errado”, afirma a pesquisadora Luiza Teixeira, especialista de Proteção à Criança do Unicef no Brasil.
Ela considera que o Brasil tem regramento e iniciativas adequadas para receber denúncias de violências contra crianças e adolescentes. Para a pesquisadora, é necessário trabalhar de forma preventiva com as famílias e reunir alternativas para capacitar os profissionais que lidam com crianças.
“Legislação é avançada”
A lei Menino Bernardo (conhecida como Lei da Palmada), por exemplo, tem 12 anos de existência. “O que o estudo mostra é que essa lei é pouco conhecida pelas famílias e é interpretada a partir de normas sociais que ainda legitimam a violência como forma de educar”. A legislação integra o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que existe desde 1990. Para a pesquisadora, é necessário comunicar de forma mais eficiente com os pais.
O levantamento dos pesquisadores do Unicef ouviu 214 pessoas em regiões de vulnerabilidade, de violência, incluindo pais, cuidadores e lideranças comunitárias. Foram 123 no Rio de Janeiro (na Grande Pavuna e Grande Jacarepaguá), 37 no Recife (no bairro do Ibura) e 54 em Manaus (na Colônia Antônio Aleixo e na comunidade Parque das Tribos).
“Quando se trata de violência contra crianças e adolescentes, acontece em todas as esferas e em todas as classes sociais. A violência ainda é naturalizada. As crianças não são vistas como pessoas, mas como objeto e propriedade dos pais”, diz a pesquisadora.
Nessas comunidades, segundo ela, uma situação que os pesquisadores identificaram é que muitas famílias usam a violência, equivocadamente, para “colocar a criança na linha”.
Silenciamento
Uma das conclusões da pesquisa é que faltaria repertório aos pais para disciplinar sem violência, há ações tomadas na emoção em meio às birras, e isso é seguido de arrependimento. De acordo com o Unicef, a criação no Brasil ainda é vista como assunto privado, e isso costuma silenciar a comunidade.
A instituição identificou falta de capacitação dos profissionais da rede de proteção sobre como orientar as famílias a educar sem violência e também dificuldade para que os serviços públicos cheguem às famílias.
“Se quisermos reduzir a violência contra crianças e adolescentes, precisamos enfrentar as normas sociais enraizadas que ainda veem a prática como natural e necessária, além de garantir serviços públicos que apoiem as famílias e possam prevenir a violência antes que ela aconteça”, afirma Luiza Teixeira.
Segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, no ano passado mais de 60 mil casos de maus-tratos ou de lesão corporal em contexto de violência doméstica contra crianças e adolescentes foram registrados no Brasil (106% a mais do que em 2024).
O que fazer
Entre as recomendações do estudo, a entidade pede aos governantes que fortaleçam a prevenção da violência, com apoio a profissionais da rede de proteção, para que saiam da mera reação aos casos para a prevenção. Além disso, destaca a necessidade de campanhas que ensinem a estabelecer limites sem violência. “É preciso ainda garantir que essas campanhas dialoguem com as realidades dos territórios mais vulneráveis”.
Para a psicóloga infantil Mara Gomes, que atua em Brasília, na primeira infância a criança está passando por um período intenso de desenvolvimento cognitivo, emocional, social e neuropsicológico. “O cérebro ainda está amadurecendo, principalmente os sistemas envolvidos em inibição de impulsos, planejamento, flexibilidade cognitiva e autorregulação emocional”, destaca.
Isso significa que a criança sente emoções muito intensas, mas ainda não tem recursos suficientes para administrar sozinha as situações. Ela identifica que, quando os pais batem na criança, ela vai apresentar sinais de submissão ou até de agressividade. “Eu sempre digo aos pais de meninas: ‘você admitiria que a sua filha, na vida adulta, tenha um namorado que a agrida?’ Eu explico que ela pode achar natural a relação de amor e violência”, exemplifica.
A psicóloga indica que é necessário trabalhar essa autorregulação emocional com as crianças porque elas não têm ainda maturidade para isso. “É importante acolher e colocar limites. Ter uma conversa honesta com a criança desde pequenininha é sempre importante”, lembra.
Mais do que uma birra
No campo educacional, a pedagoga Marília Paiva, que atua em São Paulo na área da neurociência aplicada à educação, explica que procura orientar os professores a olharem as situações de conflito de forma sensível. “Onde o adulto enxerga uma birra, essa criança está assumindo esse comportamento, mas ela também está tentando se comunicar. E a criança precisa do adulto para ajudá-la a se regular”.
A especialista, que trabalha na Rede Fadelito de educação infantil, diz que a criança ainda está desenvolvendo controle inibitório, tolerância à frustração e flexibilidade cognitiva. Nas situações de birra e de desregulação infantil, o adulto precisa seguir quatro passos, segundo a pedagoga. O primeiro passo é se regular e assumir a postura de estar com as suas emoções também sob controle. A segunda fase seria acolher e validar o sentimento dessa criança.
Na sua opinião, o terceiro passo é o de limitar. Reconhecer o sentimento, mas indicar que ela não pode fazer tudo. Por fim, quando a criança está mais disponível para ouvir, é necessário ensinar, afirma a educadora. Isso porque muitas vezes há uma falha do adulto que quer conduzir o comportamento da criança no momento em que ela não está disponível para ouvir. “A palmada não educa a criança e constrange, além de gerar medo”.
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