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Presidente do TCU, Vital do Rêgo critica férias de 60 dias de ministros: “Generosidade excessiva”

O ministro Vital do Rêgo, do Tribunal de Contas da União Foto: Divulgação / TCU. Divulgação TCU

O presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), ministro Vital do Rêgo, criticou o fato de os ministros da corte contarem com um penduricalho que amplia suas férias anuais para 60 dias, fora os períodos de recesso.

Em entrevista ao videocast C-Level, da Folha de S.Paulo, o paraibano disse considerar 30 dias suficientes e que apoiaria o corte desse benefício, se essa proposta chegasse a ele. “Isso é uma generosidade excessiva”, declarou.

Embora o TCU seja vinculado ao Poder Legislativo e atue como órgão auxiliar do Congresso Nacional, seus ministros contam com prerrogativas semelhantes às de magistrados em alguns aspectos.

Recesso na Paraíba

Durante a entrevista, Vitalzinho chegou a se equivocar de que os ministros do TCU tenham mais do que 30 dias porque ele tira folga apenas no recesso de final de ano, de 17 de dezembro a 6 ou 7 de janeiro.

“Eu nunca tirei (férias) e o máximo que eu me permito é tirar o recesso. Vou para a Paraíba, ou na fazenda do meu pai ou na praia de Camboinha”, comentou o ministro.

Fundos de previdência do Banco Master

Na mesma entrevista, Vital do Rêgo disse que a corte vai discutir a indenização aos fundos de previdência que fizeram aportes no Banco Master e arcaram com rombos bilionários.

Segundo ele, o TCU acompanha o caso de perto e pretende discutir mecanismos que possibilitem a indenização dos fundos prejudicados.

“O que o TCU deve fazer é regular como vai ser a indenização nesse processo a determinados entes que passaram dos R$ 250 mil e que estão na fila para receber suas indenizações pelo que aconteceu”, disse o presidente.