Torcida faz sua parte, mas Treze peca nos pênaltis e se despede da Série D 2026 sem o acesso
A semana passada foi marcada por várias campanhas do Treze para convencer o torcedor a comparecer ao Estádio Amigão e apoiar o time no jogo do ano para o clube contra o São José-RS, na partida de volta das oitavas de final da Série D 2026.
O Galo precisava reverter um placar de 2 a 1 para avançar ao mata-mata do acesso. Era acessível, e a torcida realmente comprou a ideia. Foram quase 18 mil trezeanos para apoiar os comandados de Adriano Souza em Campina Grande.
Mas o que se viu foi um Treze implodindo, isso dentro e fora de campo. Nem mesmo o gol cedo de Marquinhos fez o time conseguir se impor para cima dos gaúchos e resolver a parada no tempo normal.
O segundo tempo morno mostrou que tanto o Galo quanto o Zequinha estavam conformados em decidir a vaga no mata-mata do acesso nos pênaltis.
E aí foi uma sequência de vacilo dos trezeanos. O Galo começou a série, mas desperdiçou todas as suas cobranças. Inclusive com Gustavo Petrocelli duas vezes, já que a arbitragem mandou a sua cobrança voltar.
Com quatro pênaltis perdidos (sendo dois para valer um), o Treze viu o São José-RS converter todas as oportunidades e, com mérito, avançar para o mata-mata do acesso.
Depois da eliminação, que frustrou os 17.910 presentes no Amigão, veio à tona os problemas extracampo. O técnico Adriano Souza expôs um ato de indisciplina do volante Gustavo Petrocelli, que teria ido, sem autorização, a uma festa após a derrota para o São José-RS no duelo de ida das oitavas de final.
Só que é preciso ter mais pulso. O técnico expôs essa situação após a eliminação e o pênalti perdido, mas relacionou o meio-campista para o jogo. Ele começou no banco, mas foi para a cobrança das penalidades.
E com problemas extracampo, o Treze dificilmente teria tranquilidade necessária para conseguir avançar.
A fase de oitavas de final da Série D 2026 foi um resumo do que foi a temporada do Treze. Com altos e baixos, com inconsistência para decidir e com muita coisa para resolver.
De certa forma, o trabalho de Adriano Souza no comando do clube foi bom e pode servir como um norte para uma equipe que foi tão mal no Campeonato Paraibano. O calendário nacional para 2027 está garantido, saindo de um buraco que o próprio Galo se meteu com Roberto Fernandes.
O ponto positivo é que a torcida segue firme e forte, não deixando o time só. Mesmo quando o grupo não retribui o seu amor.
Clique aqui e leia mais do blog Entre Linhas