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Asfixiar crime organizado deve ser prioridade nas Eleições 2026, defende diretora do ‘Sou da Paz’

reprodução/Youtube CBN

A segurança pública deve ser um dos principais temas de debate das eleições deste ano. Apesar do avanço da Paraíba na investigação de homicídios, a expansão do crime organizado e a violência patrimonial seguem entre os maiores desafios para o poder público, na avaliação do Instituto Sou da Paz.

Em entrevista à CBN Paraíba, nesta quarta-feira (22), a diretora-executiva da entidade, Carolina Ricardo, defendeu que o combate às facções precisa ir além da repressão policial e atacar a estrutura financeira que sustenta essas organizações.

“O grande desafio é asfixiar o crime organizado, rastrear suas armas e garantir a presença do Estado nos territórios dominados pelas facções”, afirmou Carolina Ricardo.

Segundo a diretora, é preciso abandonar a ideia de que o crime organizado se resume ao traficante armado. “Essas organizações se fortalecem porque têm um sistema de lavagem de dinheiro. É preciso seguir esse dinheiro e atuar sobre mercados legais usados para ocultar recursos ilícitos, como combustíveis, mineração e outros setores”, disse.

Carolina também defendeu ações para reduzir o poder bélico das facções. Segundo ela, o país ainda concentra esforços na apreensão de armas em flagrantes, mas investe pouco em investigações para identificar sua origem e interromper o abastecimento do crime organizado.

Paraíba aumenta percentual de elucidação de homicídios

A entrevista foi concedida no mesmo dia em que o Instituto Sou da Paz divulgou um estudo mostrando que a taxa de elucidação de homicídios na Paraíba passou de 35% para 59% entre 2020 e 2024.

Segundo o levantamento, a adoção de indicadores de desempenho, a criação de núcleos especializados de investigação, a digitalização de processos e o fortalecimento da Polícia Civil contribuíram para o aumento da resolução dos crimes e para a redução da violência letal.

Durante a entrevista, a diretora informou ainda que o Instituto Sou da Paz elaborou uma agenda de propostas para orientar candidatos e eleitores sobre as prioridades para a segurança pública nas eleições de 2026. O objetivo é oferecer subsídios para os programas de governo e orientar os eleitores sobre quais compromissos cobrar dos futuros gestores na área da segurança pública.