Aliados paraibanos reagem à prisão preventiva de Bolsonaro
Aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) se manifestaram, neste sábado (22) nas redes sociais, sobre a prisão preventiva do político, determinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, por descumprimento de medidas cautelares.
Segundo a decisão do STF, a prisão foi para garantia da ordem pública, após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) convocar, na noite de sexta-feira (21), uma vigília em frente ao condomínio do ex-presidente.
A decisão de Moraes também afirma que o ex-presidente, que estava detido em regime domiciliar e em casa, sob custódia permanente polícia, tentou violar a tornozeleira eletrônica. O ministro viu possibilidade de “fuga”.
Segundo nota divulgada pelo Supremo, diante da proximidade do trânsito em julgado da condenação a 27 anos e 3 meses de reclusão, Moraes “considerou que a manutenção da prisão domiciliar não era capaz de neutralizar o risco de manter o réu em prisão domiciliar, mesmo com o uso de monitoramento eletrônico e acompanhamento policial permanente”.
Repercussão na Paraíba
Em uma live no Instagram, o presidente estadual do PL, ex-ministro da saúde Marcelo Queiroga, questionou a necessidade da prisão. “Bolsonaro com situação de saúde precária, será que ele é uma ameaça à ordem pública? Estamos vivendo tempos estranhos”, disse.
O senador Efraim Filho (União) e o comunicador Nilvan Ferreira chamaram a decisão de “perseguição política”. “O Brasil não pode deixar de fazer uma reflexão sobre o que está acontecendo”, afirmou Nilvan.
O deputado estadual Sargento Neto (PL) disse que os aliados não abandonarão Bolsonaro. O deputado estadual Wallber Virgolino (PL) fez uma publicação em solidariedade ao ex-presidente, citando uma frase atribuída a Rui Barbosa.
Os vereadores Fábio Lopes (PL) e Eliza Virgínia (PP) também fizeram postagens em solidariedade ao aliado.
Expoente do bolsonarismo estadual, o deputado federal Cabo Gilberto (PL) não havia se manifestado até a publicação da reportagem.