Uma reunião comandada pelo presidente Samir Xaud na CBF, divulgada pelo ge, traçou metas para a seleção brasileira durante o ciclo que mira a Copa do Mundo 2030: vencer a Copa América 2028 e liderar as Eliminatórias para o Mundial.
Apesar de o fim ideal sempre ser o resultado, o projeto deveria ter outras variáveis. Por exemplo, a prioridade real do futebol brasileiro é trabalhar na formação de jovens atletas para que haja mais opções em lacunas carentes.
Na Copa do Mundo 2026, com o corte de Wesley por lesão, a lateral direita foi composta por dois zagueiros improvisados. Apesar de ter atuado na função em boa parte da carreira, Danilo tem jogado na zaga desde a reta final da passagem pela Juventus, há três anos.
Na lateral esquerda, apesar de Douglas Santos ter cumprido o seu papel de forma bem correta, a média de idade do setor era elevado. E também é preciso citar a meta: Alisson, Ederson e Weverton, três veteranos em mais uma Copa do Mundo.
Além do mais, ter um técnico de ponta do futebol europeu deveria também servir para colaborar com a formação de atletas. Os clubes de maior investimento do Brasil possuem grandes categorias de base, por que não aproveitar disso para garimpar talentos em posições mais carentes?
E as equipes com menor investimento, no quatro cantos do Brasil, sem dúvida, produzem bons atletas. Só que muitas vezes não conseguem a oportunidade para mostrar as suas revelações. E aí é o papel central que a CBF deveria proporcionar. Isso é bem mais importante que retomar o topo da Copa América. Ao menos no atual cenário de uma Seleção sem sal.
Tratar um novo ciclo contando com resultados e não com um trabalho de maior amplitude é dar sequência em tudo o que já deu errado até aqui. E o futebol da seleção brasileira já parece desgastado de tanto ser derrotado nos últimos anos.
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