O legado de Luiz Gonzaga ganha uma nova forma de encontro com o público em Campina Grande. Uma exposição instalada no Parque Evaldo Cruz, que integra a programação do São João 2026 de Campina Grande, apresenta um acervo raro sobre a vida e a obra do Rei do Baião.
A exposição apresenta objetos históricos, fotografias, figurinos, discos e itens pessoais que ajudam a reconstruir a trajetória de um dos maiores nomes da música brasileira. Segundo o pesquisador, colecionador e curador da mostra, Paulo Vanderley, o espaço foi pensado como uma forma de aproximar o público da história de Gonzaga por meio de uma experiência sensorial e acessível.
“Eu costumo dizer que a exposição é o livro em pé e foi a forma mais forte, mais intensa de democratizar esse acervo”, afirmou ele, em referência ao livro “Luiz Gonzaga – 110 Anos do Nascimento”, de sua autoria, que reúne registros, fotos e documentos da trajetória do artista e serviu de base para a construção da mostra.
O material exposto representa apenas cerca de 10% do acervo reunido ao longo de mais de três décadas pelo pesquisador. Segundo ele, são mais de cinco mil itens catalogados sobre o Rei do Baião. Entre os objetos estão discos raros, manuscritos, entrevistas, documentos e itens pessoais, como um microfone que teria pertencido a Luiz Gonzaga.
A exposição foi organizada de forma cronológica, dividida em ilhas temáticas que representam as décadas da vida do artista, permitindo ao visitante acompanhar sua trajetória. A cenografia do espaço também chama atenção, como chapéus gigantes inspirados nos usados por Gonzaga.
Natural de Piancó, no Sertão da Paraíba, o curador destaca o significado pessoal de trazer a exposição para o São João de Campina Grande. “É uma realização de um sonho. É a primeira vez que a exposição vem para a Paraíba. É o filho da terra voltando para o seu estado tentando entregar um pouco da trajetória do maior artista popular que esse país já teve”, afirmou.
A visitação é gratuita e segue até 5 de julho, com funcionamento diário, das 17h à meia-noite.
