O Exército Brasileiro colocou tropas federais à disposição da Justiça Eleitoral na Paraíba para atuar nas eleições de 2026, caso haja necessidade de reforço à segurança nos municípios considerados mais sensíveis pela Justiça Eleitoral.
A sinalização foi feita nesta sexta-feira (22), durante visita institucional ao vice-presidente e corregedor do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB), desembargador João Benedito da Silva.
O diálogo oficial sobre a utilização das Forças Armadas ocorrerá no próximo dia 3 de junho, durante visita do comandante Militar do Nordeste, general Carlos Machado, à Paraíba.
Cidades já sinalizam necessidade de tropas federais
O tema ganha força em meio à preocupação com a possível interferência de facções criminosas no processo eleitoral. Até agora, os juízes eleitorais de Piancó, Itabaiana e Bayeux já solicitaram o envio de tropas federais para o pleito do próximo ano.
Ontem, ao Conversa Política, o procurador regional Eleitoral, Marcos Queiroga, revelou que o Ministério Público Eleitoral tem feito um trabalho de inteligência para identificar possíveis interferências de organizações criminosas nas eleições de 2026 no estado.
Exército e TRE alinhados
Durante o encontro desta sexta, o comandante do 1º Grupamento de Engenharia, general Helton Andrade, afirmou que o Exército já possui estrutura preparada para atuar nos municípios, caso o reforço seja autorizado.
“Temos condições de preparar tropas federais para atuar diante de qualquer situação que venha a ocorrer, por meio do Comando de Operações Terrestres, que reúne as necessidades de todos os TREs e realiza o planejamento das ações”, declarou.
O desembargador João Benedito ressaltou a importância da integração entre os órgãos de segurança para garantir a tranquilidade do processo eleitoral.
“Essa união de forças, tanto da Polícia Militar da Paraíba quanto do Exército Brasileiro, é fundamental para garantir um pleito tranquilo”, afirmou.
Tropas federais depende de autorização do TSE
A presença das Forças Armadas nas eleições depende de autorização do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), após solicitação formal do TRE-PB ao tribunal. O reforço costuma ser adotado em cidades com histórico de tensão política, violência ou risco de comprometimento da votação.
Nas eleições de 2024, sete cidades paraibanas receberam apoio do Exército no dia da votação diante do risco de influência do crime organizado no processo eleitoral.
