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Pai e filho são presos suspeitos de atuar como falsos corretores de imóveis

Homens divulgavam falsos anúncios de aluguel de imóveis e pediam um adiantamento.. Divulgação/Polícia Civil

Pai e filho foram presos suspeitos de atuar como falsos corretores de imóveis em Campina Grande. Um dos suspeitos foi preso no sábado (29), em João Pessoa, e o segundo foi preso no domingo (30), em Riachão do Bacamarte.

Segundo a Polícia Civil, por meio da Delegacia de Defraudações e Falsificações (DDF), os homens são suspeitos de fraudes em negociações imobiliárias e na venda de veículos. Os suspeitos anunciavam nas redes sociais aluguéis de imóveis de outras pessoas, sem que os proprietários soubessem, e exigiam o pagamento de um ‘sinal’ aos clientes.

“Só que esses imóveis pertencem a terceiros, que não tinham conhecimento dessas negociações. Então, as vítimas faziam o pagamento do valor exigido, mas não recebiam as chaves para ocupar os locais, ficando no prejuízo”, explicou o delegado João Joaldo.

Já no caso da fraude envolvendo veículos automotores, as vítimas entregavam os veículos e a documentação aos investigados para venda, troca ou financiamento. O veículo era revendido a terceiros ou utilizado para obtenção de crédito/financiamento, e os valores não eram repassados às vítimas.

A dupla investigada é responsável por aplicar dezenas de golpes contra vítimas que residem principalmente em Campina Grande. Eles devem responder pela prática de crimes de estelionato mediante fraude eletrônica, cuja pena é de 4 a 8 anos de prisão e multa, e falsidade ideológica, cuja pena é de 1 a 5 anos de prisão e multa.

O Conselho Regional de Corretores de Imóveis da Paraíba (CRECI-PB) emitiu um alerta a todos os profissionais e empresas do mercado imobiliário do estado sobre a atuação de golpistas que se passam por proprietários de imóveis, com o objetivo de enganar corretores e aplicar golpes durante processos de negociação.

A Polícia Civil da Paraíba cumpre com a missão de proteção dos interesses da sociedade e a ação visa combater os riscos à segurança da população, ao prender os golpistas que atuam em fraudes imobiliárias.