O ministro do Turismo, Celso Sabino, afirmou que o Hotel Tambaú – que está desativado desde 2020 após um imbróglio judicial – atende as características para ser contemplado com recursos do Fundo Geral do Turismo (Fungetur). A declaração foi dada após vistoria no local, na manhã desta terça-feira (25).
Para que isto aconteça, segundo ele, será preciso que primeiramente o imbróglio que envolve o Hotel na Justiça seja resolvido.
“As pessoas que nós tivemos a oportunidade de conversar, dos mais diversos polos políticos e sociais, defendem juntos a retomada da atividade do Hotel Tambaú. Nós viemos hoje aqui conhecer pessoalmente as instalações e já vislumbrar a possibilidade de que, tão logo essa pendência, que já se arrasta por muitos anos, seja resolvida”, afirmou o ministro.
Na avaliação do ministro, o equipamento está com a estrutura preservada e pronto para ser adaptado para que volte à ficar à disposição dos turistas da Paraíba.
Imbróglio do Hotel Tambaú
O Hotel Tambaú está fechado desde outubro de 2020, após falência e leilão. O problema começou quando a empresa A. Gaspar, que venceu o leilão, desistiu da compra.
O empresário Ruy Galdino Filho tentou arrematar o hotel por R$ 40 milhões, mas depois alegou erro no sistema e disse que sua oferta correta seria R$ 15 milhões. Para resolver o impasse, ele fechou parceria com a Ampar Hotelaria, que cobriu a diferença.
Mesmo assim, a Justiça do Rio de Janeiro invalidou o primeiro leilão e realizou um novo em fevereiro de 2021. Dessa vez, o grupo A. G. Hotéis e Turismo S/A (ligado à A. Gaspar) venceu com R$ 40,6 milhões.
Porém, a Justiça depois reconheceu a validade do primeiro leilão, e agora A. Gaspar tenta reverter a decisão no STJ, onde o processo está há um ano.